HISTÓRIA

CONTEÚDOS· 
Crise do sistema feudal 
- Cruzadas 
· Cultura Medieval (Igreja) 
· Transição do feudalismo para o capitalismo (Tradição e transição da Idade Média para a Moderna)
· ERA MODERNA:
· O Estado Nacional  
· O Absolutismo 
- O Mercantilismo
· O Renascimento 
· A Reforma Protestante e a Contra-reforma

SOCIEDADE FEUDAL

Sociedade

A sociedade medieval era dividida em estamentos. Os três principais grupos eram nobreza, clero e servos.A sociedade medieval apresentava ausência de ascensão social e quase inexistia mobilidade social. Como o clero e a nobreza comandavam a sociedade, era comum o clero criar justificativas religiosas para que os servos não contestassem a sociedade.
 Era uma sociedade estamental.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO FEUDO

Modo de Produção:

Campos abertos: terras de uso comum. Nelas os servos podiam recolher madeira e soltar os animais. Nesses campos, que compreendiam bosques e pastos, havia uma posse coletiva da terra.

Reserva senhorial: terras que pertenciam exclusivamente ao senhor feudal. Tudo o que fosse produzido na reserva senhorial era de sua propriedade privada.

Manso servil ou tenência: terras utilizadas pelos servos, das quais eles retiravam seu próprio sustento e recursos para cumprir as obrigações feudais.

SOCIEDADE FEUDAL: Relação de Trabalho:

Era para legitimar as obrigações servis.

a. Corvéia: trabalhos gratuitos e obrigatórios realizados pelos servos durante alguns dias na semana nas terras do manso senhoril;
b. Talha: taxa paga pelo servo ao senhor feudal que consistia em metade da produção obtida no manso servil;
c. Banalidade: taxa paga pelo servo pelo uso de determinadas localidades do feudo;
d. Capitação: taxa que o servo pagava ao senhor feudal por cada membro de sua família dentro do feudo;
e. Dízimo: taxa paga à Igreja Católica pelo fato do servo respeitar a Igreja e ainda “comprar um terreno no céu”;
f. Taxa de casamento: era paga pelo servo ao senhor feudal, quando aquele fosse se casar com uma mulher pertencente a outro feudo;
g. Taxa de nascimento: taxa paga pelo servo, quando o seu filho nasce;
h. Taxa de justiça: é a taxa que o servo pagava ao senhor feudal para que se fizesse justiça dentro do feudo;
i. Taxa da mão-morta: taxa que o servo pagava ao senhor feudal para ocupar heranças.

Haviam outras taxas que variavam de região para região. Assim, o servo vivia uma grande exploração que permitia o sustento do restante da população.

 

As Cruzadas

O período compreendido entre os séculos XI e XIII foi caracterizado por importantes mudanças, fruto da crise do sistema feudal, promovendo um processo de grande marginalização, impossível de ser absorvido pelas cidades então existentes ou que formavam-se.
As cruzadas são vistas como uma "válvula de escape" para a crise provocada pela marginalização sócio econômica. Milhares de europeus marcharam em direção à "Terra Santa" obedecendo ao chamado da Igreja Católica, mas ao mesmo tempo, movidos pelo interesse na possibilidade de saque ou de conquista de terras.
Alguns reis participaram do movimento, pretendendo o aumento de poder, numa época de crise feudal, como por exemplo na 3° cruzada, também conhecida como cruzada dos reis.
O nome de Cruzadas é dado a um conjunto de oito expedições militares de cristãos do Ocidente que se dirigiram ao Oriente com o objetivo de libertar o Santo Sepulcro das mãos dos muçulmanos.
À medida que as Cruzadas foram expedições militares, elas não teriam sido possíveis se não existisse, na Europa Ocidental e Central, um contingente de mão-de-obra militar disponível em função da crise feudal. Em síntese, as Cruzadas só foram possíveis em conseqüência da crise feudal e ao mesmo tempo elas representam uma forma de preservar as estruturas feudais, à medida que representaram o afastamento, da Europa, de toda uma massa humana marginal.

As Cruzadas – Cronologia

  • 1096 – Tem início a Primeira Cruzada.
  • 1099 – Os cruzados conquistam Jerusalém.
  • 1147 – Começa a Segunda Cruzada.
  • 1187 – Os muçulmanos reconquistam Jerusalém.
  • 1189 – Começa a Terceira Cruzada.
  • 1204 – Conquista de Constantinopla pela Quarta Cruzada, iniciada em 1202.
  • 1212 – Cruzada das Crianças.
  • 1217 – Começa a Quinta Cruzada.
  • 1228 – Sexta Cruzada.
  • 1229 – O imperador do Sacro Império, Frederico II, toma posse de Jerusalém.
  • 1244 – Os muçulmanos reconquistam Jerusalém.
  • 1248 – Sétima Cruzada, sob o comando do rei da França Luís IX.
  • 1270 – Oitava Cruzada.

Foram oito as cruzadas oficiais, que se estenderam de 1096 a 1270. Entretanto, houve várias peregrinações a Jerusalém, de caráter espontâneo, desde o apelo de Urbano II.

 

Transição

"Por volta do séc Xll, com a desintegração do feudalismo, começa a surgir um novo sistema econômico, social e político: O Capitalismo. A característica essencial do novo sistema é o fato de nele, o trabalho ser assalariado e não mais servil como no feudalismo. 

Outros elementos típicos do capitalismo: Economia de mercado, trocas monetárias, grandes empresas e preocupação com o lucro. O capitalismo nasce da crise do sistema feudal e cresce com o desenvolvimento comercial, depois das Primeiras Cruzadas.

Foi formando-se aos poucos durante o período final da idade média, para finalmente dominar toda a Europa ocidental a partir do séc XVl.

A FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS. 

Fatores Gerais:
-Crise no sistema feudal;
-Renascimento comercial e urbano;
-Apoio da burguesia à realeza;
-Renascimento Cultural;
-Declínio da Igreja;

Características:
-Soberania;
-Território definido;
-Formação de exército nacional;
-Formação de uma burocracia;
-Impostos nacionais;
-Organização de uma justiça nacional;
-Idioma comum;
-Unificação monetária;
-Estado centralizado;
Mercantilismo

As Monarquias

Monarquia Francesa:
Teve início com a dinastia Capetíngia.
-Aumento dos territórios;
-Fortalecimento do poder real;
-Organização do exército;
-Criação de uma moeda única;
Consolidou-se após a guerra dos Cem Anos.

A monarquia Inglesa:
Teve início com a dinastia Plantageneta.
-Henrique II – crise com os senhores feudais;
-Ricardo Coração de Leão (lutava nas cruzadas) 
– rei ausente;
-João-sem-Terra: autoridade fraca
#Revolta da nobreza;
#Instituição da Magna Carta;-
Henrique II: Guerra dos Cem Anos;
#Mais uma revolta da nobreza;
#Criação do Parlamento:-Câmara dos Lordes: grandes nobres e alto clero.-Câmara dos Comuns: pequena nobreza e burgueses.
 

Monarquias Ibéricas:

✔ Guerra da Reconquista: expulsão dos árabes. Organizada pelos nobres, militares, clero e ricos comerciantes. Reinos participantes: Leão, Castela, Aragão e Navarra.

Espanha:
-União dos reis de Aragão (Fernando) e Castela (Isabel) – 1469.
-Consolidou-se após a tomada de Granada.

Portugal:-União de D. Henrique de Borgonha (nobre francês) e Teresa (filha de Afonso VI rei de Castela)
;-Condado Portucalense (dote);
-D. Afonso Henriques declara independência do condado (Dinastia de Borgonha);
#Interior: economia agrária, grandes propriedades de terra pertencentes ao clero e à nobreza.
#Litoral: economia baseada no comércio, na pesca e no artesanato. Sociedade formada por mercadores, artesãos e população mais pobre.
-D. Fernando;
-Dinastia de Avis: consolidação da Monarquia Portuguesa.

Sacro Império
 ------>Alemanha (só se unifica em 1870: Império Alemão);

Península Itálica-
-->Itália. (só se unifica em 1870).

 

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Y2sy6SOULBg

ABSOLUTISMO

✔Concentração de todos os poderes nas mãos dos reis (ele fazia as leis, aplicava a justiça, criava e arrecadava impostos, mantinha um exército permanente, nomeava funcionários, etc).

Fatores que propiciaram o absolutismo:
Teoria do direito divino dos reis;
A expansão marítima e comercial;
Renascimento;
Reforma Protestante;

Monarquias absolutistas:
França:  Luís XIV.
Inglaterra: Henrique VII
 
 MERCANTILISMO
✔Política econômica que consistia na intervenção do Estado absolutista na economia

.Objetivo: tinha a finalidade de aumentar a produção de mercadorias e o poder dos reis e da burguesia.

Práticas mercantilistas:
✏Incentivo à produção agrícola e manufatureira
✏Retenção de metais preciosos no país;
✏Balança comercial favorável;
✏Controle das colônias para servirem de fornecedores de matéria-prima;
✏Monopólio do comércio (exclusivo da metrópole);
✏Desenvolvimento das marinhas mercantis.

Tipos de Mercantilismo:
Metalismo: baseado na busca por metais (Espanha);
Mercantilismo comercial: baseado no comércio. (Inglaterra);
Mercantilismo industrial: baseado na indústria. (Inglaterra e França).
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                       Catedral de Florença

                    

La Pietà, de Miguel Ângelo     Pormenor de uma entrada lateral         Pormenor da fachada central

Construída entre 1296 e 1461, é também conhecida como Duomo. O plano inicial, de raiz gótica, da autoria de Arnolfo de Cambio, incluía já a grande cúpula. Apesar dos poucos vestígios góticos, conserva-se a decoração das paredes com mármores incrustados, as fachadas setentrionais e o campanário. O batistério, de desenho românico, é um prisma octogonal com cúpula em pirâmide. O seu revestimento, com placas de mármore, revela uma inspiração clássica. O objetivo da sua construção era ultrapassar, em magnificência, o batistério de Pisa. São vários os artistas de nomeada que participaram nesta grandiosa obra. É o caso de Giotto, nomeado diretor das obras da catedral em 1334, ou de Ghiberti, que ganhou o concurso para as portas de bronze do batistério, com um baixo relevo de inspiração gótica. Também Donatello trabalhou na escultura da catedral, nomeadamente no campanário. Mas o ex-líbris desta obra é a cúpula (1420-1436), da autoria de Brunelleschi , que também riscou a lanterna, só concluída na segunda metade do século XV. A cúpula octogonal foi erguida sobre uma rede de nervuras recortadas em oito círculos concêntricos. Esta técnica foi concebida por Brunelleschi para poder elevar a estrutura sem as tradicionais tábuas de madeira, cuja utilização era aqui impossível dado o diâmetro do tambor. A técnica de construção consistiu na utilização de pedra e tijolo, dispostos em espinha de peixe, convergindo para um centro único, obtendo-se uma curvatura em "quinta parte". Deste modo o autor conciliou a técnica gótica de nervuras e as estruturas da arquitetura romana.
Juntamente com a Basílica de S. Lourenço e os palácios Pitti, Médici-Riccardi e Uffizi, faz parte do centro histórico de Florença, local classificado Património Mundial pela UNESCO em 1982.

                              TRECENTO e QUATTROCENTO nas ARTES

  O TRECENTO é a primeira fase do Renascimento italiano e equivale ao nosso século XIV. Um dos grandes centros da arte e arquitetura renascentista neste período foi a cidade de Florença. O QUATTROCENTO é a segunda fase do Renascimento italiano e equivale ao nosso século XV.

  1. Giotto: que traz para a pintura noções presentes na escultura, como luz, sombra e volume. É o grande representante do Trecento italiano. Sua arte é considerada ainda medieval.

   2. Brunelleschi: maior arquiteto do Renascimento, ao tentar imitar os romanos cria um estilo completamente novo.

3. Donatello: escultor que liberta as figuras do seu contato obrigatório com a parede da catedral e dos palácios, dando-lhe independência.
 

                              

4. Masaccio: o primeiro a usar a perspectiva na pintura, sendo muito influenciado pelo trabalho arquitetônico de Brunelleschi.

                             

                            

4. Botticelli: valoriza os motivos pagãos e criou obras de beleza incomparável como o Nascimento de Vênus.

5. Da Vinci: artista polivalente, pintor, anatomista, interessado por máquinas, começa a sua produção no Quattrocento e é um dos expoentes maiores do Renascimento.

                                  CINQUECENTO NAS ARTES

          O CINQUECENTO é a fase áurea do Renascimento e, o período mais famoso da arte italiana com nomes como Leonardo Da Vince, Michelangelo, Rafael e Ticiano. Com a mudança do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico, os conflitos armados e a Contra-Reforma, fizeram com que os investimentos em arte diminuíssem e a pesquisa científica se tornasse uma atividade perigosa, como bem podemos tirar pelos casos de Galileu Galilei e Giordano Bruno.
1. Leonardo da Vince: ativo tanto nas artes, quanto nas ciências, é um dos grandes nomes de todo o Renascimento.

 

2. Rafael Sanzio: Conhecido por seus traços suaves, era filho de um poeta e pintor. Aos 17 anos já era considerado mestre. Trabalhou para os papas Júlio II e Leão X.

 

3. Ticiano: Mestre veneziano, sua arte é marcada pela diversidade, pintava retratos, apisagens, se interessava por personagens da mitologia greco-romana e antecipou algumas características do estilo Barroco que viria a seguir.


4. Michelangelo: Considerado um dos maiores artistas da arte Ocidental, foi responsável pelos afrescos da Capela Sistina e por esculturas como a Pietá e David. Também esteve à serviço de Júlio II.
 
                                                

Como Brunelleschi Construiu a Cúpula da Catedral de Florença

Florença é uma cidade italiana belíssima! Ela é considerada o berço do renascimento, período em que vários artistas italianos se destacaram nos campos das artes, geometria, medicina, astrologia, escrita e arquitetura. O período gótico, ou seja, a fase das sombras, foi substituído por uma nova forma de pensar e agir, trazendo mudanças que influenciaram toda a história de um povo.

Estes artistas deixaram trabalhos magníficos, que fazem com que milhões de pessoas visitem Florença e outras cidades italianas durante todo o ano. Até hoje, existe ainda uma grande curiosidade em torno de obras de artistas renascentistas consagrados como Leonardo da Vinci, Dante Alighieri (Wikipédia), Michelângelo, Filippo Brunelleschi, entre tantos outros. Vários livros, séries de TV, documentários e filmes foram produzidos para desvendar mistérios que muitos destes autores deixaram sem esclarecimento.

Os gênios Leonardo e Michelângelo ficaram muito conhecidos pelas suas espectaculares criações e técnicas não muito convencionais. Quem não conhece ou ouviu falar do quadro “A Mona lisa” e o afresco “A Ultima Ceia“, ambos de Leonardo da Vinci? E o que dizer das obras magistrais de Michelângelo “A Criação do Homem”, pintada no teto da Capela Sistina em Roma e o gigante “David”, exposto na Galleria da Accademia em Florença? Também temos Dante Alighieri, o autor da consagrada obra “A Divina Comédia”, sucesso literário mundial, no qual o autor retrata a sua solitária busca por sua amada Beatriz, no céu, no purgatório e no inferno.

Mas afinal, o que Brunelleschi fez de tão importante assim?

O arquiteto Fillipo Brunelleschi construiu a esplendorosa Cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore, na cidade de Florença. A Catedral de Florença é uma construção gótica e era o símbolo do poder e riqueza da capital da Toscana. Ela foi construída no ano de 1294, porém permaneceu por quase dois séculos sem a cúpula principal. Muitas tentativas foram feitas a partir do projeto inicial, mas nenhum deles estava a altura do que havia sido planejado.

Finalmente, no ano de 1417, Brunelleschi venceu o concurso de arquitetura, destinado a realização desta obra e logo no ano seguinte ele comandou com pulso a construção da gigante cúpula, toda produzida em pura alvenaria e que levou aproximadamente 18 anos para ser finalizada.
Porém, Brunelleschi, com  seu conhecimento de física e geometria,  não somente a fez de forma perfeita, como também “criou” uma nova técnica de construção, que passou a influenciar a todos os outros arquitetos do renascimento.

Mas Brunelleschi não quis deixar as coisas tão fáceis para os colegas e deixou alguns segredos, pistas ocultas e falsas, quanto à forma de execução por ele adotada. Na verdade, por seis séculos, vários arquitetos e cientistas tentaram em vão, descobrir como o arquiteto conseguiu construí-la, sem que nenhum suporte de ferro ou outro material fosse utilizado.

O arquiteto Brunelleschi, assim como seus conterrâneos renascentistas, era excêntrico e gostava de jogos e charadas, e  decidiu assim, deixar um grande enigma por trás do projeto mais importante de sua vida.

Se você observar a foto do complexo de Santa Maria del Fiore, vai perceber num piscar de olhos, a evidência do tamanho enorme da cúpula em relação a todo o projeto arquitetônico ao seu redor, porém ao olhar de perto você ficará simplesmente maravilhado. A cúpula foi a primeira cúpula construída em formato octogonal e tem 114 metros de altura por 54 metros de diâmetro. Você já imaginou colocar todo este aparato em uma base, sem o uso de andaimes? E como ela se mantém tão estável?

Em 2011, o arquiteto Massimo Ricci apresentou sua tese no Palácio Vecchio, após quase quarenta anos de estudo sobre o mistério em torno da cúpula de Brunelleschi. Ricci destacou que a cúpula se mantém de pé, pela própria estrutura interna, ou seja, ela própria se suporta. Seus tijolos foram colocados em forma de uma espinha de peixe, ou seja, em forma espiral, em vez da técnica normalmente utilizada, em que os tijolos eram colocados verticalmente. A técnica é bastante utilizada atualmente, porém ela era revolucionária para a época renascentista. O segredo foi mantido porque Brunelleschi queimou tijolos e deixou sinais falsos, levando a interpretação errada por parte de outros arquitetos. Aproveite para conhecer o interior da igreja e o teto da cúpula, que foi lindamente decorado com afrescos que representam o juízo final, pelos consagrados artistas Giorgio Vasari e Frederico Zuccari.

A UNESCO nomeou a Catedral de Florença, o Batistério e o Campanário de Giotto como Património Mundial e este conjunto arquitectónico está localizado bem no meio da Piazza del Diomo, no centro da cidade. A visitação ao interior da cúpula é aberta aos turistas, que podem , inclusive subir as suas escadarias e chegar ao topo, de onde se tem uma visão panorâmica da cidade.

Se o seu destino de viagem é a Itália, vale a pena ir a Florença, não somente por esta, mas por muitas outras maravilhas que a cidade possui. Florença é um museu a céu aberto, um lugar que abriga tesouros de uma época em vários artistas e pensadores foram revelados.

Por ser tão linda, a cidade está sempre lotada de turistas e estudantes de todas as partes do mundo, fazendo com que os bilhetes para seus museus e outras atrações fiquem praticamente impossíveis de serem adquiridos na última hora. Acesse ao site www.selectitaly.com.br e adquira bilhetes para óperas, orquestras sinfónicas, museus, bilhetes de trem, menus degustativos e muito mais. Compre ou reserve os seus ingressos com conforto e segurança no website da Select Italy Brasil e boa viagem!

 

 

 

 

Renascimento

                        

               O Renascimento foi um importante movimento de ordem artística, cultural e científica que se deflagrou na passagem da Idade Média para a Moderna. Em um quadro de sensíveis transformações que não mais correspondiam ao conjunto de valores apregoados pelo pensamento medieval, o renascimento apresentou um novo conjunto de temas e interesses aos meios científicos e culturais de sua época. Ao contrário do que possa parecer, o renascimento não pode ser visto como uma radical ruptura com o mundo medieval.

               A razão, de acordo com o pensamento da renascença, era uma manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de questionar o mundo, o homem simplesmente dava vazão a um dom concedido por Deus (neoplatonismo). Outro aspecto fundamental das obras renascentistas era o privilégio dado às ações humanas, ou humanismo. Tal característica representava-se na reprodução de situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e formas humanas (naturalismo). Esse aspecto humanista inspirava-se em outro ponto-chave do Renascimento: o elogio às concepções artísticas da Antiguidade Clássica ou Classicismo.

                 Essa valorização das ações humanas abriu um diálogo com a burguesia que floresceu desde a Baixa Idade Média. Suas ações pelo mundo, a circulação por diferentes espaços e seu ímpeto individualista ganharam atenção dos homens que viveram todo esse processo de transformação privilegiado pelo Renascimento. Ainda é interessante ressaltar que muitos burgueses, ao entusiasmarem-se com as temáticas do Renascimento, financiavam muitos artistas e cientistas surgidos entre os séculos XIV e XVI. Além disso, podemos ainda destacar a busca por prazeres (hedonismo) como outro aspecto fundamental que colocava o individualismo da modernidade em voga.

                 A aproximação do Renascimento com a burguesia foi claramente percebida no interior das grandes cidades comerciais italianas do período. Gênova, Veneza, Milão, Florença e Roma eram grandes centros de comércio onde a intensa circulação de riquezas e ideias promoveram a ascensão de uma notória classe artística italiana. Até mesmo algumas famílias comerciantes da época, como os Médici e os Sforza, realizaram o mecenato, ou seja, o patrocínio às obras e estudos renascentistas. A profissionalização desses renascentistas foi responsável por um conjunto extenso de obras que acabou dividindo o movimento em três períodos: o Trecento, o Quatrocento e Cinquecento. Cada período abrangia respectivamente uma parte do período que vai do século XIV ao XVI.

                 Durante o Trecento, podemos destacar o legado literário de Petrarca (“De África” e “Odes a Laura”) e Dante Alighieri (“Divina Comédia”), bem como as pinturas de Giotto di Bondoni (“O beijo de Judas”, “Juízo Final”, “A lamentação” e “Lamento ante Cristo Morto”). Já no Quatrocento, com representantes dentro e fora da Itália, o Renascimento contou com a obra artística do italiano Leonardo da Vinci (Mona Lisa) e as críticas ácidas do escritor holandês Erasmo de Roterdã (Elogio à Loucura).

                Na fase final do Renascimento, o Cinquecento, movimento ganhou grandes proporções dominando várias regiões do continente europeu. Em Portugal podemos destacar a literatura de Gil Vicente (Auto da Barca do Inferno) e Luís de Camões (Os Lusíadas). Na Alemanha, os quadros de Albercht Dürer (“Adão e Eva” e “Melancolia”) e Hans Holbein (“Cristo morto” e “A virgem do burgomestre Meyer”). A literatura francesa teve como seu grande representante François Rabelais (“Gargântua e Pantagruel”). No campo científico devemos destacar o rebuliço da teoria heliocêntrica defendida pelos estudiosos Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno. Tal concepção abalou o monopólio dos saberes desde então controlados pela Igreja.

                  Ao abrir o mundo à intervenção do homem, o Renascimento sugeriu uma mudança da posição a ser ocupada pelo homem no mundo. Ao longo dos séculos posteriores ao Renascimento, os valores por ele empreendidos vigoraram ainda por diversos campos da arte, da cultura e da ciência. Graças a essa preocupação em revelar o mundo, o Renascimento suscitou valores e questões que ainda se fizeram presentes em outros movimentos concebidos ao logo da história ocidental.

                     O Humanismo


                O Humanismo* representou tendência semelhante no campo da ciência. O renascimento confrontou importantes conceitos elaborados pelo pensamento medieval. No campo da astronomia, a teoria heliocêntrica, onde o Sol ocupa o centro do Universo, se contrapunha à antiga idéia cristã que defendia que a Terra se encontrava no centro do cosmos. Novos estudos de anatomia também ampliaram as noções do saber médico dessa época.

               Os humanistas eram homens letrados profissionais, normalmente provenientes da burguesia ou do clero que, por meio de suas obras, exerceram grande influência sobre toda a sociedade; rejeitavam os valores e a maneira de ser da Idade Média e foram responsáveis por conduzir modificações nos métodos de ensino, desenvolvendo a análise e a crítica na investigação científica.

                  *Humanismo: O Humanismo é um movimento filosófico surgido no século XV dentro das transformações culturais, sociais, políticas, religiosas e econômicas desencadeadas pelo Renascimento.

Principais pintores do período


                Sandro Botticelli (1445-1510) - os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.
Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus.

                    Leonardo da Vinci (1452-1519) - ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade, mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.
Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa.

A Virgem do Fuso, Leonardo Da Vinci

Mona Lisa, Leonardo Da Vinci

 

                 Michelângelo Buonarroti (1475-1564) - entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do homem.
Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família

Criação do Homem, Michelângelo

               Rafael Sanzio (1483-1520) - suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”.
Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã.

A Escola de Atenas, Rafael Sanzio

 

                                      Os valores Humanistas

                       É possível resumir os valores humanistas em três  características principais,e que para alguns historiadores essas três características principais revelam as mudanças que ouve na Idade Média.Que são:
                     * O ser humano no centro do universo (antropocentrismo):A diferença entre o humanismo e a sociedade medieval é que as pessoas  colocava deus e a igreja no centro de tudo, e consideravam a terra uma passagem em direção a vida esterna. Já os humanistas ao contrário adotavam o antropocentrismo que era o homem no centro do mundo.
 
                * Predominância  dos valores da Antiguidade Clássica : A valorização dos estudos de pensadores greco-ronanos ocorreu por que os artistas sábios humanistas entendiam Antiguidade Clássica como a época de de ouro , pois  foi o período de grandes obras de artes históricas como a obra de Michelângelo  pietá e tinha como valor central o ser humano
             
              * Autonomia da razão: Os humanistas defendiam a busca da verdade por meio da investigação e da reflexão  pessoal pois entendiam que a razão não deveria servir a fé e sim deveria ser uma características livre para todas as pessoas .
                  Essa visão mudou toda toda a politica  Idade Média em relação a arte a cultura da elite da Europa .Ela representava o entusiamo dos pensadores com as  mudanças e com as coquistas  da época.

                                   O realismo da arte renascentista

                     Os artistas do renascimento procuravam recriar a realidade e destacar a natureza em suas obras.Para isso introduziram a paisagem e desenvolveram estudos para reproduzir a expressividade das figuras humanas.
 Ao introduzir a paisagem em suas obras, os artistas empregam a técnica da perspectiva.Ela possibilitava criar sensações de profundidade e volume ao representar os objetos em uma superfície plana.Esse avanço foi obtido graças à utilização de formas geométricas e de estudos matemáticos e físicos.
  A valorização do mundo terreno e natural também levo os artistas do Renascimento a retomar, as linhas retas, as colunas e os arcos, características das construções greco-romanas.
 
 
História de Esaú e Jacó
 

                    O Renascimento na península Itálica -  artistas e suas obras

                 O Renascimento teve início nas cidades da península Itálica, que acumulavam grandes riquezas graças ao comércio. Com o tempo, esse movimento difundiu-se por toda a Europa.


O período de maior produção renascentista na península Itálica foi de 1450 a 1550. No restante a Europa, ele ocorreu durante todo o século XVI. Na península Itálica, destacaram-se os seguintes nomes:

  • Leonardo da Vinci (1452 – 1519): pintor, arquiteto, escultor, físico, engenheiro, escritor e músico, destacou-se em todos esses ramos da arte e da ciência. É autor, entre outros quadros famosos, de Gioconda ou Mona Lisa e da Última ceia;

                              Michelangelo Buonarroti (1475 – 1564): arquiteto, escultor e pintor, ajudou a projetar a grandiosa cúpula da basílica de São Pedro, em Roma. São dele também as esculturas Pietá, Davi, Moisés, além das pinturas da Capela Sistina, situada ao lado da basílica de São Pedro;

                                                                                                       La Pietà

                           Rafael Sanzio (1483 – 1520): autor de várias madonas (uma série de representações da Virgem com o menino Jesus) e de retratos de papas e reis;

                            

 

                      Sandro Botticelli (1444 – 1510): também pintou um grande número de madonas, além de quadros de inspiração religiosa e pagã, como a A primavera e o Renascimento de Vênus;

                                 

 

Renascimento de Vênus

Galileu Galilei (1564 – 1642): matemático, físico e astrônomo, foi um dos primeiros estudiosos de sua época e usar o método experimental para estudar a natureza e comprovar suas teorias. Construiu a primeira luneta astronômica, por meio da qual confirmou a teoria heliocêntrica de Copérnico (link para Copérnico), que afirmava se o Sol o centro do Universo. Ameaçado de morrer na fogueira, ele viu-se obrigado     a negar suas convicções;

 Nicolau Maquiavel (1469 – 1527): filósofo político e historiador, escreveu O príncipe, um tratado sobre política e governo. O sistema político exposto nessa obra é caracterizado pelo princípio de que os fins justificam os meios.

               O Renascimento fora da península Itálica - artistas e suas obras

                   O Renascimento expandiu-se para outros países da Europa, adotando peculiaridades locais que deram ao movimento características diferentes em cada região do continente.

                    Apresentamos a seguir as principais características do Renascimento  em outras regiões da Europa, além da península Itálica:

                      Países Baixos: No campo da literatura e da filosofia, destacou-se Erasmo de Roterdã ( 1466 – 1536). Cristão e moralista, foi considerado um dos mais ilustres humanistas da Renascença. Criticou violentamente a sociedade de seu tempo na obra Elogio da loucura. Na pintura merece destaque Jan Van Eyck (1390 – 1441).

Erasmo de Roterdã (retrato de Hans Holbein, o Jovem.)

               França: Dentre os renascentistas franceses merecem destaque François de Rabelais (1494 – 1555), que em seus livros satirizou a monarquia e o cristianismo, e Michel de Montaigne (1533 – 1592), filósofo e moralista, autor de Ensaios.

François de Rabelais

               Inglaterra: O principal representante do Renascimento foi William Shakespeare (1564 – 1616). (link para  Shakespeare)

William Shakespeare

                         Espanha: Na pintura o expoente foi El Greco (1548 – 1625) Entre seus quadros mais importantes estão O enterro do conde de Orgaz e Adoração dos pastores. El Greco era grego, mas passou sua vida na cidade de Toledo, perto de Madri. Na literatura renascentista espanhola, destaca-se Miguel de Cervantes (1547 – 1616), autor de Dom Quixote de la Mancha.

                                 Legenda: O enterro do conde de Orgaz, uma das obras mais expressivas do pintor grego-espanhol El Greco.

 

                   O Renascimento em Florença: o Quatrocento

             O chamado Quattrocento (século XV) viu o Renascimento atingir sua era dourada. O Humanismo amadurecia e se espalhava pela Europa através de Ficino, Rodolphus Agricola, Erasmo, Mirandola e Thomas More. Leonardo Bruni inaugurava a historiografia moderna e a ciência e a filosofia progrediam com Luca Pacioli, János Vitéz, Nicolas Chuquet, Regiomontanus, Nicolau de Cusa e Georg von Peuerbach, entre muitos outros.
Ao mesmo tempo, um novo interesse pela história antiga levou humanistas como Niccolò de' Niccoli e Poggio Bracciolini a vasculharem as bibliotecas da Europa em busca de livros perdidos de autores como Platão, Cícero, Plínio, o Velho, e Vitrúvio. O mesmo interesse fez com que se fundassem grandes bibliotecas na Itália, e se procurasse restaurar o latim, que havia se transformado em um dialeto multiforme, para sua pureza clássica, tornando-o a nova língua franca da Europa. A restauração do latim derivou da necessidade prática de se gerir intelectualmente essa nova biblioteca renascentista. Paralelamente, teve o efeito de revolucionar a pedagogia, além de fornecer um substancial corpus de estruturas sintáticas e vocabulário para uso dos humanistas e dos homens de letras, que assim revestiam seus próprios escritos com a autoridade dos antigos.[13] Também foi importante a febre de colecionismo de arte antiga que se verificou entre os poderosos, que acompanhavam de perto escavações a fim de enriquecer seus acervos privados com obras de escultura e outras relíquias que vinham à luz, impulsionando o desenvolvimento da ciência da arqueologia. A reconquista da Península Ibérica aos mouros também disponibilizou para os eruditos europeus um grande acervo de textos de Aristóteles, Euclides, Ptolomeu e Plotino, preservados em traduções árabes e desconhecidos na Europa, e de obras muçulmanas de Avicena, Geber e Averróis, contribuindo de modo marcante para um novo florescimento na filosofia, matemática, medicina e outras especialidades científicas. Para acrescentar, o aperfeiçoamento da imprensa por Johannes Gutenberg em meados do século facilitou e barateou imenso a divulgação do conhecimdento.
Um novo vigor nesse processo foi injetado pelo erudito grego Manuel Chrysoloras, que entre 1397 e 1415 introduziu na Itália o estudo da língua grega, e com o fim do Império Bizantino em 1453 muitos outros intelectuais, como Demetrius Chalcondyles, Jorge de Trebizonda, Johannes Argyropoulos, Theodorus Gaza e Barlaam de Seminara, emigraram para a península Itálica e outras partes da Europa divulgando muitos textos clássicos de filosofia e instruindo os humanistas na arte da exegese. Grande proporção do que hoje se conhece de literatura e legislação greco-romanas nos foi preservado por Bizâncio, e esse novo conhecimento dos textos clássicos originais, bem como de suas traduções, foi, no entender de Luiz Marques, "uma das maiores operações de apropriação de uma cultura por outra, comparável em certa medida à da Grécia pela Roma dos Cipiões no século II a.C. Ela reflete, além disso, a passagem, crucial para a história do Quatrocentos, da hegemonia intelectual de Aristóteles para a de Platão e de Plotino. Nesse grande influxo de idéias foi reintroduzida na Itália toda a estrutura da antiga Paideia, um corpo de princípios éticos, sociais, culturais e pedagógicos concebido pelos gregos e destinado a formar um cidadão modelar. As novas informações e conhecimentos e o concomitante progresso em todas as áreas da cultura levaram os intelectuais a perceberem que se achavam em meio a uma fase de renovação comparável às fases brilhantes das civilizações antigas, em oposição à Idade Média anterior, que passou a ser considerada uma era de obscuridade e ignorância.
Ao longo do Quattrocento Florença se manteve como o maior centro cultural do Renascimento, atravessando um momento de grande prosperidade econômica e conquistando também a primazia política em toda a região, apesar de Milão e Nápoles serem rivais perigosos e constantes. A opulência da sua oligarquia burguesa, que então monopolizava todo o sistema bancário europeu e adquiria um brilho aristocrático e grande cultura, e se entregava à "bela vida", gerou na classe média uma resistência retrógrada que buscou no gótico idealista um ponto de apoio contra o que via como indolência da classe dominante. Estas duas tendências opostas deram o tom para a primeira metade deste século, até que a pequena burguesia enfim abandonou o idealismo antigo e passou a entrar na corrente geral racionalista. Foi o século dos Medici, destacando-se principalmente Lorenzo de' Medici, grande mecenas, e o interesse pela arte se difundia para círculos cada vez maiores.

                        A transferência para Roma: O Cinquecento

                     No século XVI Roma tornou-se o genero do renascimento.A arte renocentista alcançou seu alge nesse período,com destaque para Michelangelo,Rafael e leonardo da vinci.

  •  Michelangelo (1475-1564).Atuou na pintura na escultura e na arquitetura.
  • Rafael (1483-1564).Construio um estilo loreado na clareza das figuras, que pode ser visto,por exemplo,nas obras:Escolas de antenas e o incendio de borgo.
                                    A expansão do renascimento:
 
           O renascimento renascentista logo se difundiu por outras regioes da Europa.Pintores,escultores e arquitetos viajaram para diversas cidades convidadas por reis,principes e demais autoridades.
 
                  Em várias outras cidades italianas,principalmente veneza,houve intensa atividade artística.
                Já no final do século XVI,o renascimento havia alcançado o restante da Europa Ocidental com diferentes graus de intensidade em cada local.
 
                                              A pintura gótica
 
            A pintura gótica desenvolveu-se entre séculos XII e XIV, sendo considerada precursora do Renascimento. Na obra Cristo no caminho do Calvário, Simone Martini (c. 1284-1344) ainda conserva a expressão austera das figuras e o quanto nas pregas que realçam as roupas dos personagens.
No entanto, já é possível perceber a terceira dimensão na perspectiva criada no cenário e a tentativa de romper com a rigidez das figuras, dando-lhes uma expressão mais humana.

 
                                          A pintura renascentista
              O quadro de Rafael é um exemplo magnífico da pintura renascentista. Percebe-se nele um grande distanciamento em relação às duas escolas anteriores. Na pintura Cristo cai no caminho do Calvário, por exemplo, a linha de contorno desaparecem e as expressões faciais são realistas.
O volume e o movimento são claramente percebidos, os detalhes dos personagens são nítidos. Na obra percebemos a preocupação do artista em retratar o ser humano e explorar o mundo real, mesmo sendo religioso o tema da pintura.

                                    A pintura bizantina

                A arte bizantina floresceu durante a Idade Média.
As principais caraterísticas da arte bizantina são utilização de uma linguagem baseada em linhas e a ausência de  profundidade na representação do espaço e o uso do dourado .As figuras são rigidamentes frontais.O objetivo dessa arte não é reproduzir o real ,mas,ao contrário ,distanciar-se dele e aproximar-se do divino.

            Como Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina?Utilizando uma técnica chamada afresco, em que a pintura é feita sobre uma argamassa de cal e areia. Como esse tipo de trabalho seca rápido, antes de botar a mão na massa o italiano teve de estudar bastante quais imagens planejava recriar. A tarefa completa levou quatro anos, de 1508 a 1512 - mas tornou-se uma das mais importantes obras-primas da história e é, hoje, uma das maiores atrações do Vaticano. O que pouca gente sabe é que, a princípio, Michelangelo não queria o serviço. Primeiro, porque considerava a pintura uma arte inferior. Ele gostava mesmo era de esculpir. Segundo, porque não se dava bem com o papa Júlio II, que fez a encomenda. Em 1505, ele se envolveu com a construção de um túmulo papal e ficou oito meses na cidade de Carrara, famosa por seus mármores, selecionando pedras para a obra. Só que outro escultor, Bramante (1444-1514) caiu nas graças da Igreja e assumiu o projeto. Michelangelo topou decorar a Sistina para provar a todos do que era capaz.

                                       capela sistina

            Torcicolo merecido Michelangelo pintou, praticamente sozinho, 680 m² em quatro anos Passou por cima

           Quando Michelangelo chegou, a Capela Sistina já tinha pinturas feitas por outros grandes nomes da época, realizadas entre 1481 e 1483. Com seus retratos bíblicos, ele cobriu um céu estrelado assinado por Píer Matteo d'Almelia

                              Bíblia em quadrinhos

Um dos toques de genialidade de Michelangelo foi decidir cobrir os 680 m² do teto da capela com uma única composição de várias cenas do Antigo Testamento, da Bíblia. Estão lá a criação do homem, a expulsão do Jardim do Éden e o dilúvio

Nariz empinado

Às vezes, o artista trabalhava deitado. Mas, na maior parte do tempo, ficava de pé olhando para cima, o que lhe rendeu muitas dores. Meses após o serviço, tinha dificuldade em baixar a cabeça para ler. Precisava colocar o texto acima dos olhos

Mãos firmes

O afresco é uma técnica antiga, que resiste bem ao tempo. Antes de receber a tinta, a superfície é preparada com uma argamassa de cal queimada e areia umedecida (daí a origem do nome). Ela seca rápido, o que exige pinceladas precisas e bem planejadas

                                      Intrigas da oposição

             A extensão do teto era tão impressionante que Ascanio Condivi, aprendiz e biógrafo de Michelangelo, chegou a escrever que o convite para a tarefa havia sido feito por rivais de seu mestre - que torciam, claro, para que ele não conseguisse cumprir a missão

                                       Escraviários

            Michelangelo recusou ajuda na pintura. Aceitou pouquíssimos aprendizes, que faziam toda a parte "burocrática": montavam andaimes, preparavam pigmentos, limpavam pincéis e ampliavam os originais que o gênio desenhava em menor escala

 

            Reforma Prota  Reforma Protestante foi apenas uma das inúmeras Reformas Religiosas ocorridas após a Idade Média e que tinham como base, além do cunho religioso, a insatisfação com as atitudes da Igreja Católica e seu distanciamento com relação aos princípios primordiais.

                    Durante a Idade Média a Igreja Católica se tornou muito mais poderosa, interferindo nas decisões políticas e juntando altas somas em dinheiro e terras apoiada pelo sistema feudalista. Desta forma, ela se distanciava de seus ensinamentos e caía em contradição, chegando mesmo a vender indulgências (o que seria o motivo direto da contestação de Martinho Lutero, que deflagrou a Reforma Protestante propriamente dita), ou seja, a Igreja pregava que qualquer cristão poderia comprar o perdão por seus pecados.

Outros fatores que contribuíram para a ocorrência das Reformas foi o fato de que a Igreja condenava abertamente a acumulação de capitais (embora ela mesma o fizesse). Logo, a burguesia ascendente necessitava de uma religião que a redimisse dos pecados da acumulação de dinheiro.

Junto a isso havia o fato de que o sistema feudalista estava agora dando lugar às Monarquias nacionais que começam a despertar na população o sentimento de pertencimento e colocam a Nação e o rei acima dos poderes da Igreja.

Desta forma, Martinho Lutero, monge agostiniano da região da saxônia, deflagrou a Reforma Protestante ao discordar publicamente da prática de venda de indulgências pelo Papa Leão X.

Leão X (1478-1521) com o intuito de terminar a construção da Basílica de São Pedro determinou a venda de indulgências (perdão dos pecados) a todos os cristãos. Lutero, que foi completamente contra, protestou com 95 proposições que afixou na porta da igreja onde era mestre e pregador. Em suas proposições condenava a prática vergonhosa do pagamento de indulgências, o que fez com que Leão X exigisse dele uma retratação pelo ato. O que nunca foi conseguido. Leão X então, excomungou Lutero que em mais uma manifestação de protesto, rasgou a Bula Papal (documento da excomunhão), queimando-a em público.

Então, enquanto Lutero era acolhido por seu protetor, o príncipe Frederico da Saxônia, diversos nobres alemães se aproveitaram da situação como uma oportunidade para tomar os inúmeros bens que a igreja possuía na região. Assim, três revoltas eclodiram: uma em 1522 quando os cavaleiros do império atacaram diversos principados eclesiásticos afim de ganhar terras e poder; outra em 1523, quando a nobreza católica reagiu; e, uma em 1524, quando os camponeses aproveitando-se da situação começaram a lutar pelo fim da servidão e pelas igualdades de condições. Mas esta última também foi rechaçada por uma união entre os católicos, protestantes, burgueses e padres que se sentiram ameaçados e exterminaram mais de 100 mil camponeses. O maior destaque da revolta camponesa na rebelião de 1524 foi Thomas Münzer, suas idéias dariam início ao movimento “anabatista”, uma nova igreja ainda mais radical que a luterana.

AS DOUTRINAS LUTERANAS

Marcos Emílio Ekman Faber

           A Reforma Protestante não foi simplesmente um afrontamento ao catolicismo, na verdade Martinho Lutero tinha ideias muito mais profundas do que isso. As doutrinas luteranas não tinham somente o objetivo modernizar a Igreja, o luteranismo representava uma nova interpretação da Bíblia, uma interpretação humanística das Escrituras.

                              As principais doutinas luternas foram:

> Justificação pela fé: Segundo Lutero, a salvação é um processo individual onde o crente, por meio de sua fé em Jesus Cristo, tem acesso ao paraíso. Essa crença contrariava a pregação católica, pois para esses, a salvação era um processo mediado pela Igreja, para chegar ao paraíso, o crente deveria cumprir com uma série de sacramentos e boas obras;

> Sacerdócio Universal: Lutero defendia que todos os cristãos eram sacerdotes e, portanto, não necessitavam de intermediários para ter contato com Deus. Novamente a Igreja Católica era atingida, pois para os católicos somente os membros do clero eram sacerdotes;

> Bíblia como única fonte segura para a fé: Para o reformador, a Bíblia era a única fonte confiável de informações sobre a fé. Por isso, deveria ser lida por todos. Para Lutero, o papel da Igreja era o de apontar o caminho até Deus e não o papel de ser o caminho.

As doutrinas luteranas eram humanistas, pois colocavam o ser humano como único responsável pela própria salvação. Para Lutero, não havia mais intermediários entre os homens e Deus. Era o relacionamento pessoal com a divindade que garantia a vida eterna aos seres humanos.

Quando colocou o ser humano como responsável por sua espiritualidade, sendo o grande responsável pela própria salvação, Lutero demonstrou ser um humanista.

Lutero também defendia que a Igreja não era o caminho para a salvação, pois o papel da Igreja era o de apontar o caminho até ela. Para o reformador, o caminho era o próprio Jesus Cristo, com isso, era papel dos seres humanos escolher seguir ou não este caminho.

 

A REFORMA PROTESTANTE DE MARTINHO LUTERO

Marcos Emílio Ekman Faber

Ao questionar a visão de mundo teocêntrica (que coloca a religião no centro da sociedade), o humanismo renascentista foi como uma bomba que abalou as estruturas da Igreja Católica Apostólica Romana. Muitos intelectuais passaram a criticar abertamente as doutrinas católicas. Mesmo entre os religiosos surgiram pessoas que contestavam o poder excessivo que a Igreja desempenhava na sociedade.

Apesar disso, o humanismo ainda se restringia ao meio intelectual, não atingindo as camadas populares da sociedade. Essa situação somente se modificou quando as ideias humanistas chegaram à religião.

E o ambiente propício para isso foi encontrado na região da Alemanha. Pois no começo do século XVI não existia uma Alemanha unificada como conhecemos hoje. Na região existiam vários pequenos reinos e principados que, por sua vez, estavam abrigados debaixo do enfraquecido Sacro Império Romano. Na região, a economia era muito atrasada se comparada a outras áreas da Europa. A nobreza constituía a camada social dominante e a clero (padres, monges e bispos), apesar de dominarem no aspecto ideológico, não tinham o mesmo domínio político que desfrutavam em outras regiões.

Para piorar a situação de miséria do povo, no início do século XVI, chagaram a região cobradores de indulgências (documento que garantia o perdão dos pecados ao portador). Os “padres indulgentes” tinham por missão vender o máximo de documentos expiatórios que pudessem aos empobrecidos camponeses alemães.

Foi dentro deste contexto que surgiu o monge católico Martinho Lutero (1483-1546).

Lutero, assim como muitos monges da época, não concordava com a “venda do perdão” e, muito menos, com a exploração que seus conterrâneos estavam submetidos. Com isso, em outubro de 1517, Lutero afixou na porta do castelo de Wittenberg suas famosas 95 Teses. Nelas, o monge alemão, defendia a extinção das indulgências e condenava o luxo de que desfrutava o papa em Roma. Para surpresa do alto clero romano, Lutero obteve o apoio de praticamente todos os setores da sociedade alemã.

Com isso, o papa Leão X exigiu que Martinho Lutero se arrependesse e se retratasse. Como o monge  negou-se, foi excomungado (expulso da Igreja) pelo papa. Fato que levou uma série de nobres alemães a se desligarem da Igreja de Roma.

Livre das limitações teológicas a que estava submetido, Lutero passou a escrever uma série de livros e tratados onde defendia a revitalização (renascimento) da Igreja. Nestes livros, Lutero estabeleceu a Bíblia como a mais alta autoridade doutrinária da Igreja. Para ele, todas as doutrinas deveriam ter a Bíblia como fundamento.

Para Lutero, a salvação era fruto direto da fé do cristão em Deus. Ao contrário do que defendiam os católicos, para o reformador, não havia intermediários entre os homens e Deus. A salvação somente poderia ser alcançada pelo relacionamento entre o fiel e Deus.

Enquanto Igreja Católica defendia ser ela mesma a intermediária entre os homens e Deus. Lutero afirmava que a Igreja não era o caminho até o Senhor, o papel da Igreja era o de apontar o caminho até Deus. Mas, mesmo que criticasse a atuação da Igreja, Lutero defendia a existência dela, pois, o fiel necessitava fazer parte da Igreja (que era o Corpo de Cristo).

                                 Outros movimentos reformadores
   Lutero teve muitos seguidores em várias regiões da Europa. A reforma iniciada por ele abriu caminho para novos movimentos reformadores, como calvinismo e o anglicanismo.

                                     O calvinismo

         Defensor da reforma de Lutero, o francês João Calvino (1509-1564), protegendo-se das perseguições religiosas que ocorriam na França, refugiou-se na Suíça. Nessa região, entrou em contato com outras ideias protestantes, que ajudaram a formar uma nova doutrina.
 
          Calvino manteve quase todos os princípios luteranos. Ele, porém, estabeleceu uma diferenciação radical com o luteranismo ao criar uma ideia da predestinação absoluta. Para Calvino, Deus já havia, desde sempre, escolhido as pessoas que seriam salvas e aquelas que estavam condenadas à morte eterna.
 
          Segundo esse princípio, a fé não levava à salvação, mas era o sinal da graça divina. O eleito, então, é aquele que trabalha com dedicação, para alegria de Deus. A riqueza e o lucro deixavam de ser um pecado, como interpretava a Igreja, e passava a ser vistos como um meio de glorificar a Deus.


          O calvinismo eve ampla aceitação na Suíça. De lá, a doutrina penetrou em outras regiões da Europa. Na França, os calvinistas ficaram conhecidos como huguenotes; na Inglaterra, como puritanos; e na Escócia, como presbiterianos.

                                              O anglicanismo

              O movimento reformador na Inglaterra teve origem essencialmente política. O rei Henrique VIII, da dinastia Tudor, desejava divorciar-se de sua esposa Catarina de Aragão (filha dos reis católicos da Espanha), por que ela não conseguia lhe dar sucessores de homens.
 
             Henrique VIII queria casar-se, então, com a dama da corte, Ana Bolena. Diante da recusa do papa em lhe conceder o divórcio, Henrique VIII, em 1531, rompeu com a Igreja de Roma. Três anos depois, em 1534, Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, que proclamou o rei o único e supremo chefe da Igreja na Inglaterra. O rei tornou-se, então, o chefe da Igreja Inglesa, com poder para nomear bispos e desapropriar terras da Igreja Católica e distribuí-las entre nobres ingleses.

                            Contrar   reforma

          O movimento reformista católico, também conhecido como Contrarreforma, desenvolveu-se desde a Idade Média quando os clérigos já percebiam a necessidade de uma revisão nas práticas eclesiásticas. No entanto, a tomada de ações mais incisivas contra a fragmentação do poder religioso só se desenvolveram com o aparecimento das religiões protestantes. Uma das primeiras medidas tomadas pela Igreja foi restabelecer o Tribunal do Santo Ofício, que atuou na Idade Média contra os movimentos heréticos.

         Durante o mandato do papa Paulo III (1468 – 1549), foi organizado um dos mais importantes eventos da história católica: o Concílio de Trento. Essa reunião teve como principal objetivo buscar uma definição da Igreja frente ao estabelecimento das religiões protestantes. Após os debates, foi definida a reafirmação dos dogmas católicos, a preservação de todos os atos litúrgicos, a confirmação da transubstanciação, do celibato e da hierarquia clerical.

           Com relação à crise moral vivida no interior da Igreja, os participantes do Concílio reprovaram a venda de indulgências e incentivaram a criação de seminários teológicos responsáveis por aprimorar a formação religiosa dos futuros integrantes da Igreja. Em uma das reuniões realizadas pelos líderes católicos, ficou definido o “Index Librorum Proibitorum”, que consistia em uma relação de obras que não deveriam ser apreciadas pelos verdadeiros católicos cristãos.

          Entre outros livros relacionados estavam o “Elogio da Loucura” (Erasmo de Roterdã), as traduções protestantes da Bíblia, as obras do italiano Boccaccio e o Livro da Oración (Frei Luís de Granada). Outra ação que marcou o movimento da Contrarreforma foi a criação das ordens religiosas. A mais importante delas foi a Companhia de Jesus, criada pelo clérigo Inácio de Loyola, fundada em 1540. Seu papel foi de grande importância na conversão religiosa dos povos colonizados no continente americano.

            A partir de então, a Igreja conseguiu fortalecer os seus laços e conter o galopante avanço da religião protestante. No entanto, o novo contexto de diversidade religiosa criou um mundo marcado por diferentes concepções de fé e vida. Dessa forma, a identidade do homem moderno calcava-se em um leque de possibilidades que, antes de tudo, realçava a sua individualidade e seu poder de escolha.

Apesar disso, podemos ver que a sensação de liberdade oferecida pelo próprio protestantismo foi combatida por seus líderes. A intolerância religiosa e o combate à bruxaria também foram responsáveis por um movimento inquisidor entre os protestantes

           O movimento reformista católico, também conhecido como Contrarreforma, desenvolveu-se desde a Idade Média quando os clérigos já percebiam a necessidade de uma revisão nas práticas eclesiásticas. No entanto, a tomada de ações mais incisivas contra a fragmentação do poder religioso só se desenvolveram com o aparecimento das religiões protestantes. Uma das primeiras medidas tomadas pela Igreja foi restabelecer o Tribunal do Santo Ofício, que atuou na Idade Média contra os movimentos heréticos.

         Durante o mandato do papa Paulo III (1468 – 1549), foi organizado um dos mais importantes eventos da história católica: o Concílio de Trento. Essa reunião teve como principal objetivo buscar uma definição da Igreja frente ao estabelecimento das religiões protestantes. Após os debates, foi definida a reafirmação dos dogmas católicos, a preservação de todos os atos litúrgicos, a confirmação da transubstanciação, do celibato e da hierarquia clerical.

          Com relação à crise moral vivida no interior da Igreja, os participantes do Concílio reprovaram a venda de indulgências e incentivaram a criação de seminários teológicos responsáveis por aprimorar a formação religiosa dos futuros integrantes da Igreja. Em uma das reuniões realizadas pelos líderes católicos, ficou definido o “Index Librorum Proibitorum”, que consistia em uma relação de obras que não deveriam ser apreciadas pelos verdadeiros católicos cristãos.

         Entre outros livros relacionados estavam o “Elogio da Loucura” (Erasmo de Roterdã), as traduções protestantes da Bíblia, as obras do italiano Boccaccio e o Livro da Oración (Frei Luís de Granada). Outra ação que marcou o movimento da Contrarreforma foi a criação das ordens religiosas. A mais importante delas foi a Companhia de Jesus, criada pelo clérigo Inácio de Loyola, fundada em 1540. Seu papel foi de grande importância na conversão religiosa dos povos colonizados no continente americano.

         A partir de então, a Igreja conseguiu fortalecer os seus laços e conter o galopante avanço da religião protestante. No entanto, o novo contexto de diversidade religiosa criou um mundo marcado por diferentes concepções de fé e vida. Dessa forma, a identidade do homem moderno calcava-se em um leque de possibilidades que, antes de tudo, realçava a sua individualidade e seu poder de escolha.

         Apesar disso, podemos ver que a sensação de liberdade oferecida pelo próprio protestantismo foi combatida por seus líderes. A intolerância religiosa e o combate à bruxaria também foram responsáveis por um movimento inquisidor entre os protestantes

                              Concílio de Trento

História Geral

           O Concílio de Trento, realizado entre 1545 e 1563, teve como principal objetivo reafirmar os dogmas da fé católica frente à disseminação do protestantismo.

         A partir de 1517, com a publicação das 95 teses de Martinho Lutero contra o clero católico, a Reforma Protestante tornou-se um evento histórico de grandes proporções, desencadeando uma série de transformações em todas as esferas: política, social, cultural e econômica. À Igreja Católica, nas décadas que se seguiram após as investidas dos reformistas, coube fazer a sua própria reforma, isto é, aquela que é denominada Contrarreforma ou, como denominou o historiador Hubert Jedin, a Reforma Católica. Boa parte das resoluções da Reforma Católica foi tomada no Concílio de Trento, realizado entre os anos de 1545 e 1563.

           Um concílio ecumênico consiste na reunião da alta cúpula de clérigos católicos para deliberar sobre assuntos que podem ser tanto dogmáticos, isto é, temas estritamente vinculados sobre os dogmas (as verdades) da fé católica, quanto pastorais, relacionados com o modo de conduzir o comportamento dos cristãos católicos e proceder em processos (missionários) de conversão de novos fiéis. Evidentemente, com o crescimento exponencial do protestantismo no século XVI e o agravamento da situação política europeia em decorrência disso, a Igreja Católica decidiu promover um concílio na cidade de Trento para discutir tal situação.

          Quem estava à frente do Concílio, naturalmente, era o Papa Paulo III, que pretendia, sobretudo, reafirmar os valores tradicionais do catolicismo. Um dos pontos principais era a manutenção dos sacramentos, como a eucaristia e a confissão. Além disso, a prática litúrgica, sobretudo a missa, pautada pelo Missal Romano e rezada em latim, seria preservada. Essas diretrizes rivalizavam com o protestantismo, sobretudo aquele de orientação calvinista.

        Outro ponto importante das resoluções do Concílio de Trento foi a reafirmação de que os sacerdotes, os santos e a Virgem Maria possuíam papel fundamental e indispensável na mediação entre os fiéis e a divindade trinitária. Com a mediação dos santos e dos sacerdotes, o fiel consegue, segundo a tradição católica, dirigir melhor sua vida espiritual e, por conseguinte, a busca pela salvação. Isso também rivalizava com o protestantismo, haja vista que as doutrinas da predestinação e a defesa da autonomia na interpretação das escrituras eram pontos nevrálgicos da argumentação protestante.

        O Concílio também normatizou a ação dos sacerdotes e condenou boa parte de práticas consideradas abusivas e que já haviam sido denunciadas pelos reformistas, como a venda de indulgências. Além disso, o Concílio proibiu a leitura de certas obras consideradas impróprias para o público católico, como “O Elogio da Loucura”, de Erasmo de Rotterdan, e “Decameron”, de Boccaccio. Essas e outras obras foram inclusas no Index Librorum Proibitorum.

   Quais os instrumentos utilizados pela igreja para conter o protestantismo e alcançae novos fiéis ?

              Só quando o papa Paulo III assumiu a liderança da Igreja Católica foram criados os meios necessários para iniciar a contra-reforma e combater as fortes influências protestantes, verificadas sobretudo nos países do norte.

            A contra-reforma tinha como objectivo principal a reafirmação do dogma, do culto tradicional e a (re)conversão de fiéis, mesmo que de forma forçada. Para isso vão ser restituídas reformas internas (instituídas no Concílio de Trento, em 1545), medidas repressivas (caso do Index e da Inquisição) e medidas de evangelização (Companhia de Jesus).

          Tudo isto vai provocar notáveis mudanças na vida e hábitos da Igreja, que, por sua vez vão provocar mudanças políticas e sociais.Reforma Protestante e Contra-Reforma Católica

                         Reforma Protestante e Contra-Reforma Católica

 

01. Introdução

 A Reforma Protestante (ocorrida a partir do século XVI), enquanto movimento de caráter religioso com repercussões econômicas, sociais, políticas e ideológicas, rompeu com a unidade da Igreja Católica, dando origem a novas religiões cristãs (as Igrejas Protestantes) na Europa e áreas influenciadas por ela.

 02. Antecedentes

 

                                     –  Corrupção do clero:

 

          Venda de indulgências.

 

          Venda de relíquias sagradas.

 

          Venda de cargos no clero.

 

                       –                burguesia X doutrina do justo preço.

 

                       –                monarquias nacionais X poder clerical ;

 

                      –                distanciamento entre a Igreja e o povo.

 

                      –                Renascimento cultural

 

                      –                questionamento de valores medievais.

 

        –            Proibição da leitura e da interpretação da Bíblia por pessoas que não estavam ligadas ao clero.

 

03. Reforma Protestante – Causas/Fatores

 

--- Na ocasião da Reforma protestante a Igreja Católica estava sendo criticada nos seguintes pontos:

 

Venda de indulgências; (FR)

 

Venda de relíquias sagradas (práticas de simonia); (FR)

 

Corrupção e venda de cargos eclesiásticos; (FR, FP)

 

Disputa entre os poderes papal/clerical e monárquicos; (FP)

 

Distanciamento entre a Igreja (sua doutrina) e o povo; (FS)

 

A ética econômica católica não estava de acordo com os interesses e ideais da burguesia; (FE, FS)

 

Proibição da leitura e da livre interpretação da Bíblia por pessoas que não eram do clero católico; (FR, FS)

 

Distorção dos objetivos da Igreja enquanto instituição cristã e também seu apego às questões materiais. (FR, FS)

 

 

 

Legenda:

 

Fator Religioso = RR

 

Fator Política = RP

 

Fator Econômico = FE

 

Fator Social = FS

 

 04. O Luteranismo - Alemanha

 

         Martinho Lutero

 

            Monge e teólogo Agostiniano

 

            Defendeu as 95 teses de Wittemberg e nela criticou os costumes clericais (luxo, corrupção...).

 

            Foi excomungado e condenado a morte, mas acabou sendo protegido por nobres, reis e burgueses.

 

         Princípios básicos do luteranismo. Lutero defendia:

 

          a salvação pela fé

 

          a livre interpretação da Bíblia

 

          a eliminação de santos e imagens

 

          o fim do celibato para sacerdotes

 

          os 2 sacramentos (batismo e eucaristia)

 

          a submissão da Igreja ao Estado.

 

 

 

         Lutero teve apoio:

 

          de nobres e reis que estavam interessados em terras da Igreja.

 

          de camponeses interessados em terras e no fim dos impostos.

 

          de burgueses, que concordavam a ética econômica protestante.

 

 

 

05. O Calvinismo

 

João Calvino, francês radicado na Suíça, que defendia a Teoria da Predestinação.

 

A Teoria da Predestinação considerava que existiam alguns indícios que poderiam mostrar quem Deus havia escolhido: a dedicação ao trabalho, o progresso e a acumulação de capitais. Normalmente a teoria calvinista é associada ao desenvolvimento do capitalismo, na medida em que estimula a acumulação de capital. A Teoria da Predestinação estimulou o crescimento do capitalismo, pois teve apoio da burguesia além de valorizar o trabalho e a poupança.

 

O Calvinismo se difundiu na:

 

          Inglaterra - Puritanos

 

          França - Huguenotes

 

          Escócia - Presbiterianos.

 

06. O Anglicanismo - Inglaterra

 

           A Reforma Protestante na Inglaterra teve razões políticas, econômicas, religiosas e pessoais.

 

           Em relação à esta última questão havia um atrito entre o rei da Inglaterra (Henrique VIII( e o (Papa Clemente VII). O Rei Henrique VIII queria se divorciar de Catarina de Aragão e se casar com Ana Bolena. Todavia a Igreja Católica proibia o divórcio.

 

           Acrescenta-se a isto o fato de que os nobres ingleses não concordavam mais com o pagamento dos tributos à Roma e estavam descontentes com o controle de terras por parte da Igreja na Inglaterra.

 

           O Rei Henrique VII decretou o Ato de Supremacia, rompeu com a Igreja Católica (autoridade do papa não era mais aceita) e criou a Igreja Anglicana. Desta forma o Rei se tornou chefe da Igreja Anglicana na Inglaterra. As terras da Igreja Católica foram confiscadas e houve o fortalecimento político do rei.

 

           No processo de formação da Igreja Anglicana houve fusão de elementos católicos com elementos calvinistas

 

07. A Contra Reforma ou Auto- Reforma Católica

 O Objetivo da Contra Reforma era conter o avanço do movimento protestante na Europa. Os instrumentos usados pela Igreja Católica na Contra Reforma foram:

 1) O Concílio de Trento (1545 – 63):

 

reafirmação dos dogmas

 

criação de seminários e do catecismo

 

2) Publicação do INDEX (lista dos livros proibidos)

 

3) Incentivo à criação de Ordens Religiosas. Exemplo:Companhia de Jesus (busca de novos fiéis (América)

 

4) Reorganização dos Tribunais do Santo Ofício da Inquisição.  Estes tribunais condenavam “hereges” ou “infiéis”.

  Os Tribunais do Santo Ofício da Inquisição foram mais atuantes principalmente na Espanha, em Portugal e na Itália.

 

 o fortalecimento das monarquias nacionais

 

O processo de formação das Monarquias Nacionais atribuiu novas feições à Europa.

 

O processo de formação das monarquias nacionais européias remonta uma série de mudanças que se iniciaram durante a Baixa Idade Média. De fato, o processo de consolidação das monarquias foi um dos mais evidentes sinais das transformações que assinalavam a crise do sistema feudal e a construção do sistema capitalista, legitimado pela nascente classe burguesa. No entanto, mesmo a surgir nesse contexto de mudança, as monarquias não simbolizavam necessariamente a crise do poder nobiliárquico.

Nesse sentido, a constituição das monarquias pode ser compreendida enquanto um processo que conseguiu atender simultaneamente os interesses dos nobres e dos burgueses. Por um lado, a formação das monarquias conseguiu conter as diversas revoltas camponesas que marcaram os finais da Idade Média com a reafirmação da propriedade feudal. Por outro, essas mesmas monarquias implantaram um processo de padronização fiscal e monetário que atendia a demanda econômica da classe burguesa.

Por isso, podemos notar que o Estado Monárquico buscava preservar algumas tradições medievais e criar novos mecanismos de organização política. Nesse novo contexto, o poder local dos senhores feudais foi suprimido em favor da autoridade real. No entanto, os nobres ainda preservaram alguns importantes privilégios, principalmente no que se refere à isenção no pagamento de impostos. Somente os burgueses e a classe campesina estavam sujeitas às cobranças de taxa.

Grande parte dos impostos arrecadados era utilizada para organizar os exércitos responsáveis pela contensão dos conflitos internos e a defesa dos interesses políticos da nação contra os demais estados estrangeiros. Nesse sentido, percebemos que a Europa moderna foi marcada por intensos conflitos aonde o controle por territórios instalou sucessivos episódios de guerra. A partir dessa nova demanda, exércitos permanentes foram formados sem a intervenção personalista da classe nobiliárquica.

No campo econômico as atividades comerciais tinham papel fundamental no enriquecimento e consolidação da autoridade real. Por isso, diversos reis ficaram preocupados em adotar medidas que protegessem a economia contra a entrada de produtos estrangeiros (protecionismo) e conquistar áreas de exploração colonial, principalmente, no continente americano. Dessa forma, podemos ver que o Estado Absolutista teve grande papel no desenvolvimento da economia mercantil.

O rei, sendo a expressão máxima desse tipo de governo, contou não só com auxílio dos grupos sociais burgueses e nobiliárquicos. Tendo a Europa preservado uma forte religiosidade, foi de fundamental importância que a Igreja reafirmasse a consolidação dessa nova autoridade por meio de justificativas ligadas à vigente fé cristã. Nesse sentido, o rei era muitas vezes representado e idealizado como um representante dos anseios divinos para com a Nação.

Sendo esse um processo histórico que permeou toda a Europa Ocidental, a ascensão das autoridades monárquicas foi claramente observada entre os séculos XII e XV. Entre os principais representantes dessa nova experiência política podemos destacar a formação das monarquias em Portugal, na Espanha, na Inglaterra e na França. O auge desse tipo de governo foi vivido entre os séculos XVI e XVII, mas logo foi desestabilizado pelas críticas e revoluções liberais iniciadas no século seguinte

                     Istrumentos da Contrarreforma

           A Igreja Católica  utilizou diversos  meios para conter o protestantismo e alcançar novos fiéis.

.Expansão da fé católica além da Europa. A criação de novas ordens religiosas deu um grande impulso á ação católica.A ordem  dos jesuítas , criada em 1534  pelo espanhol Inácio  de Loyola, foi o principal instrumento de evangelização dos povos da América ,Ásia e África.

Além disso, os jesuítas  se empenhavam  em trazer de volta à Igreja Católica aqueles que haviam aderido ao reformismo protestante.

.Criação do Tribunal do Santo Ofício.A Inquisição,criada no século XIII, foi reorganizada com a criação do Tribunal do Santo Ofício,que agia como guardião da fé católica,investigando e punindo os suspeitos de defender ou se comportar de acordo com ideias condenadas pela Igreja.

.Criação do Índice dos Livros Proibidos, o Index.Lista de livros que a Igreja censurava por considerá-los  prejudiciais à censura do Santo Ofício,que os analisava e decidia  quais deles deveriam entrar na lista das obras proibidas.

.Publicação do Ctecismo.Resumo da doutrina católica, usada para orientar os fiéis, principalmente crianças e jovens,nas escolas de evangelização.

Esses instrumento foram especialmente  eficientes nos países da Península Ibérica,onde a Reforma Católica teve forte apoio dos reis de Portugal e da Espanha.A ação do Santo Ofício e da Companhia de  Jesus também se estendeu pelas Américas Portuguesa e Espanhola, cumprindo importante papel na expansão do catolicismo nas colônias.

 

                                       A Europa se divide

 

  Em meados do século XVI, a cristandade na Europa estava dividida em várias igrejas. Dentro de 
cada país as pessoas eram obrigadas a seguir a religião do rei. 

 

Por exemplo, nas regiões da Alemanha em que o luteranismo havia sido adotado, os católicos foram 
perseguidos.
     Na Espanha, a Inquisição perseguiu protestantes, judeus, cristãos-novos e muçulmanos. Do vasto 
domínio da Igreja de Roma, na Europa, restaram apenas Península Itálica, Espanha, Portugal, Áustria, 
França, Polônia, sul da Alemanha e Irlanda. E mesmo nesses países, os protestantes tinham muitos 
aspectos.

                          Católicos e calvinistas na França

          Na França, o teólogo João Calvino posicionou-se com as obras protestantes e as idéias evangelistas, partindo da necessidade de dar à Reforma um corpo doutrinário lógico, eliminando todas as primeiras afirmações fundamentais de Lutero: a incapacidade do homem, a graça da salvação e o valor absoluto da fé. 

       Calvino julgava Deus todo poderoso, estando a razão humana corrompida, incapaz de atingir a verdade. Segundo ele, o arrependimento não levaria o homem à salvação, pois este tinha natureza irremediavelmente pecadora. Formulou então a Teoria da Predestinação: Deus concedia a salvação a poucos eleitos, escolhidos por toda a eternidade. Nenhum homem poderia dizer com certeza se pertencia a este grupo, mas alguns fatores, entre os quais a obediência virtuosa, dar-lhe-iam esperança. 
           Os protestantes franceses seguidores da doutrina calvinista eram chamados huguenotes, e se propagaram rapidamente pelo país. O calvinismo atingiu a Europa Central e Oriental. Calvino considerou o cristão livre de todas as proibições inexistentes em sua Escritura, o que tornava lícitas as práticas do capitalismo, determinando uma certa liberdade em relação à usura, enquanto Lutero, muito hostil ao capitalismo, considerava-o obra do demônio. Segundo Calvino, "Deus dispôs todas as coisas de modo a determinarem a sua própria vontade, chamando cada pessoa para sua vocação particular". Calvino morreu em Genebra, em 1564. Porém, mesmo após sua morte, as igrejas reformadas mantiveram-se em contínua expansão.

                         O fortalecimento das monarquias nacionais

   Alianças com o rei a partir do séc. XI, favorecida pelo:

· Revigoramento do comércio e das cidades;
· Cruzadas; fortalecimento do rei.
Apoio
· Burguesia: Interessados em ampliar suas atividades comerciais.
· Nobres: empobrecidos com a crise econômica dependiam de favores dos reis.
Contrários
· Igreja católica: receava que os reis tornassem mias forte que o papa.
· Senhores feudais: o poder dos rei diminuiria a influência e vários impostos e a obrigatoriedade de manter exército deveria ser devolvidos aos reis.
A política Mercantilista
·  Metalismo: evitar a saída de metais preciosos dos cofres do Estado.
· Balança comercial favorável: vender mais que comprar.
· Medidas protecionistas: cobrança de altos impostos dos produtos importados e reduzir as importações.
· Estímulo às manufaturas locais: aumentar a produção de bens manufaturados.
·Conquista de colônias: as colônias forneceriam riquezas.
 
Podemos citar como principais características do sistema econômico mercantilista:

Metalismo: o ouro e a prata eram metais que deixavam uma nação muito rica e poderosa, portanto os governantes faziam de tudo para acumular estes metais. Além do comércio externo, que trazia moedas para a economia interna do país, a exploração de territórios conquistados era incentivada neste período. Foi dentro deste contexto histórico, que a  Espanha explorou toneladas de ouro das sociedades  indígenas da América como, por exemplo, os maias, incas e astecas.

Industrialização: o governo estimulava o desenvolvimento de indústrias em seus territórios. Como o produto industrializado era mais caro do que matérias-primas ou gêneros agrícolas, exportar manufaturados era certeza de bons lucros.

Protecionismo Alfandegário: os reis criavam impostos e taxas para evitar ao máximo a entrada de produtos vindos do exterior. Era uma forma de estimular a indústria nacional e também evitar a saída de moedas para outros países

Pacto Colonial: as colônias européias deveriam fazer comércio apenas com suas metrópoles. Era uma garantia de vender caro e comprar barato, obtendo ainda produtos não encontrados na Europa. Dentro deste contexto histórico ocorreu o ciclo econômico do açúcar no  Brasil Colonial.

Balança Comercial Favorável: o esforço era para exportar mais do que importar, desta forma entraria mais moedas do que sairia, deixando o país em boa situação financeira.